terça-feira, 23 de setembro de 2014

Então a vida!

O brilho do ouro seria de um resplendor latente

não fosse o breu seco que repousa ao seu redor,

porém, um dourado planta do centro, 

quase numa luta tímida de tentar se engrandecer

e tomar o espaço desse negro clandestino. 

Sim, clandestino, pois se encontra em um lugar 

que parece não ser o seu e tenta tomar uma órbita 

que não te pertence.

Por que?

Será talvez você necessário?

Há um propósito para isso?

Será você o reflexo de algo que não queremos ver,

mas sabemos que existe?

Será?





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